Michael Jackson

O polémico “Rei do pop”

Michael Jackson nasceu em 1958, sendo o sétimo dos nove filhos de Joseph e Katherine Jackson. Foi educado como Testemunha de Jeová e só em 1987 deixou oficialmente a organização. Sendo ainda vegetariano, Jackson é um artista, cantor e autor de letras profissional cuja reputação e impacto cultural contrasta com um reduzido conjunto de trabalho a solo.

Em meados da década de 1960, Michael, juntamente com os irmãos Jackie, Tito, Jermaine e Marlon, foram transformados pelo pai nos “The Jackson 5″. O grupo começou a cantar em bares e clubes locais e conseguiu um contrato com a Motown Records em 1969. A família mudou-se para a Califórnia e os primeiros quatro singles lançados pelo grupo, “ABC”, “I Want You Back”, “The Love You Save” e “I´ll Be There” alcançaram o primeiro lugar das tabelas de vendas. Jackson e alguns dos seus irmãos afirmaram, mais tarde, que o pai era um rígido disciplinador nesse período e alegaram vários níveis de abusos físicos e psíquicos.

Em 1976, o grupo deixou a Motown e passou a chamar-se apenas “The Jacksons”. Apesar de um alinhamento flexível, que incluía o irmão Randy e a irmã mais nova Janet, e da crescente carreira a solo de Michael, os Jacksons lançaram mais seis álbuns e fizeram tournées por todo o mundo até 1984.

Em 1978, Michael surgiu como Espantalho na versão cinematográfica do musical “O Feiticeiro” (The Wiz), uma adaptação soul da história do Feiticeiro de Oz. Apesar de o filme não ter sido um grande êxito, o adolescente Jackson queixou-se amargamente do efeito da pesada maquilhagem no seu acne juvenil. Foi nessa altura que ele conheceu o produtor musical do filme – Quincy Jones.

Jones produziu os primeiros três álbuns de Michael a solo. O primeiro, “Off the Wall”, foi uma ruptura com o mais tradicional som da Motown e dos Jacksons e, apesar de ter sido um êxito, tanto ao nível de crítica como em termos comerciais, não foi suficiente para separar totalmente o jovem cantor do grupo familiar. O álbum seguinte, “Thriller”, mudaria isso e muito mais.

“Thriller” tornou-se no álbum mais vendido de todos os tempos, tendo vendido mais de 50 milhões de cópias até à data. Os vídeos que acompanhavam as canções retiradas do álbum elevaram os padrões de complexidade, duração, gastos, espectáculo e intenção cinematográfica, que continuaram a ser uma característica da carreira de Michael. O primeiro vídeo, “Billie Jean”, tornou-se no primeiro vídeo de um artista negro a ser exibido na jovem MTV.

O vídeo de “Thriller” era ambicioso desde o início. Com um realizador de cinema a dirigir o vídeo e utilizando as mais recentes técnicas de maquilhagem e efeitos especiais, a homenagem aos filmes de terror é amplamente reconhecida como uma das mais influentes de todos os tempos. O álbum deu a Jackson sete Grammys em 1984, com o artista a ganhar mais um prémio por narrar o “The E.T. storybook”. Os oito prémios estabeleceram um recorde que só voltou a ser conquistado mais tarde por Carlos Santana.

“Bad” marcou o ponto mais alto da carreira de Michael Jackson, com a sua primeira tournée mundial a solo, com uma part.

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