Amy Johnson

A aviadora mais famosa de Inglaterra

A mais famosa aviadora britânica, Amy Johnson, nasceu a 1 de Julho de 1903, em Hull, Yorkshire, onde viveu até ir para a Universidade Sheffield, em 1923, para completar o curso de Economia. Ao terminar o curso, mudou-se para Londres, trabalhando como secretária de um advogado, onde também se interessou pela aviação.

A sua carreira na aviação começou no Aeroplane Club de Londres, no Inverno de 1928-29, e o seu hobby depressa se transformou numa absorvente determinação de provar que as mulheres poderiam ser tão competentes como os homens numa área até então dominada pelos homens.

No início de 1930, ela definiu o objectivo de voar sozinha até à Austrália e bater o recorde de 16 dias estabelecido por Bert Hinkler. De início, os seus esforços para obter apoio financeiro falharam, mas eventualmente o seu pai e magnata do petróleo Lord Wakefield sustentou as £600 da compra de um DH Gypsy Moth (G-AAAH) usado, que foi baptizado “Jason”, tal como o negócio da família.

Amy partiu sozinha de Croydon, a 5 de Maio de 1930, e aterrou em Darwin, a 24 de Maio, uma distância de voo de 11.000 milhas (17.710 Km). Tornou-se a primeira mulher a voar sozinha para a Austrália e regressou ao Reino Unido para uma recepção de heroína que culminou ao ser galardoada com um “Commander of the Order of the British Empire”.

Em Julho de 1931 estabeleceu um recorde ao voar de Inglaterra para o Japão num Puss Moth, com Jack Humphreys, seguido, em Julho de 1932, por um voo solitário da Inglaterra para a Cidade do Cabo. Em Maio de 1936, ela estabeleceu um recorde entre Inglaterra e a Cidade do Cabo, a solo, num Percival Gull, um voo que ultrapassou o seu recorde de 1932.

Casou-se com o aviador escocês Jim Mollison, em 1932, com quem voou sem
escalas num DH Dragon entre o Sul de Gales e os Estados Unidos, em 1933. Ao participarem na corrida aérea entre Inglaterra e a Austrália eles voaram sem escalas num tempo recorde para a Índia, em 1934, num DH Comet. O casal divorciou-se em 1938.

Quando a sua carreira na aviação comercial terminou, devido ao início da II Guerra Mundial, em 1939, Amy juntou-se ao Air Transport Auxiliary, um corpo de experientes pilotos que não podiam prestar serviço na RAF. Os seus deveres consistiam em transportar material aéreo entre as fábricas e as bases da RAF.

Foi num desses voos de rotina, a 5 de Janeiro de 1941, que Amy se despenhou no estuário do Tamisa e se afogou; o seu corpo nunca foi encontrado.

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